quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Manuscrito.

Fuçava nas minhas coisas velhas. Estranho encontrar isso entre elas. Mais estranho ainda pensar que isso tudo pode ser verdade. Não suponho que seja, mas mesmo assim. Apesar de um pouco apagado, com páginas faltando, algumas partes do manuscrito ainda estão legíveis.
"I
Sono. É tudo que sinto agora. Fico feliz com meu achado, mas meus olhos não conseguem permanecer abertos. Sobrenatural a áurea que circunda este metal. Penso comigo do que pode ser feita. Pesada. Porém, resistente. Não sei se entendi a finalidade da lacuna de forma estranha em seu peitoral. Níquel, disse o ferreiro pro qual a mostrei. Níquel? Sabe-se lá. Ele me disse que é raro encontrar armaduras assim. Verdade ou não, me considero abençoado por tê-la encontrado. A caverna era escura, e a última câmara tesoureira era distante de sua entrada. Muitos, muitos lobos dentro dela. Fui mordido por um deles. Fiquei assustado, mas consegui matá-lo. Enfim, havia algumas escrituras no pergaminho que encontrava-se junto da armadura no baú. Procurarei um bom tradutor amanhã."

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