terça-feira, 10 de novembro de 2009

Teste.

IX
"Depois que finalmente encontrei meu caminho de volta pela floresta, abri o pergaminho. Novamente, estava escrito em uma língua anciã. Não queria arriscar mostrá-lo a um tradutor. Ninguém mais podia saber da minha busca. Me decidi. Hoje partirei para a capital e farei o teste para entrar no centro de pesquisas. Preciso aprender esta língua. Quem sabe, durante meus estudos eu possa aprender algo mais sobre o que enfrentarei."

XV
"Este lugar é maior que eu imaginava. Precisarei de um bocado de ouro para me reabastecer. Sorte que havia mais cavernas nos atalhos que peguei até aqui. Consegui uma boa quantidade de equipamentos velhos, ingredientes de alquimia, e até mesmo algumas pepitas de metais em uma mina abandonada. Espero que sejam o bastante para três noites. Se tudo for como planejado, daqui a três dias farei o teste para entrar no centro de pesquisas, e uma vez dentro, virarei um estudante de lá e poderei usar o lugar como abrigo. Ouvi dizer que a prova é bastante rigorosa."

XVIII
"O nervosismo está tomando conta de mim. Não sei mais se meu plano vai funcionar. Meu ouro está acabando. Se eu não passar no teste, mal terei dinheiro para voltar de onde vim. Meus conhecimentos são limitados, sim. Mas eu aprendi muitas coisas nas minhas viagens. Só terei certeza de que tudo isso foi útil quando chegar a hora do teste."

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ausência.

Desculpem-me por ela. Ando MEGA ocupado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Off.


Não tem nada a ver com a história, não XD
É uma tirinha auto-biográfica;
Há uns dois, três meses, meu 360 deu 3rl, aí 'consertou' e voltou.
Depois de um tempo de uso, deu E74 O:
Sorte.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Clarabóia.

"VIII
Era verdade. Era tudo verdade. Não pude descrever minha sensação quando, no fundo das ruínas, vi uma linda pedra, sob a luz de um buraco no teto, desfocada pela névoa esbranquiçada. Chegar até lá, porém, foi o verdadeiro problema.
Logo que empurrei os pesados portões de pedra da ruína, me deparei com paredes negras, manchadas de poeira, musgo, e sangue. A escuridão era densa, sufocante. Precisei de uma tocha para guiar-me por entre os corredores de mármore negro. No começo não havia grande problema. O caminho era único, e as únicas coisas que se moviam eram as sombras dos objetos destruídos sob a luz da minha tocha. Porém, logo me deparei com uma porta, tão negra quanto as paredes, com escritas antigas. Ao abrí-la, uma criatura horrenda avançou sobre meu pescoço. Minha espada segurou-a; Com um impulso de meus braços, joguei-a para trás e pude analisá-la melhor. Era um humano. Literalmente, era. Não sei no que se transformou, ou o que causou aquilo, mas várias partes do seu corpo estavam apodrecidas, ou faltando. Suas unhas eram enormes e sujas, e seus olhos eram brancos e ressecados. Um calafrio subiu minha espinha quando meus olhos se depararam com tantos ferimentos expostos. Usando a parte plana de minha espada, baqueei a besta na cabeça, que, de tão frágil, destacou-se do restante do corpo, que continuou a tentar atacar-me. Tive que desmembrá-lo para que ele parasse de se mover. Deixei seus restos e continuei meu caminho. Mais criaturas iguais apareceram, e tive de usar o mesmo método para que eles 'morressem'. Após horas de caminhada por entre os salões de teto alto e corredores estreitos, deparei-me com mais uma porta, que, cautelosamente abri. Nada pulou de dentro dela, e foi quando avistei a runa.
Aproximei-me do altar no qual se encontrava. Lentamente. Estiquei meu braço para alcançá-la. Meus dedos tocaram sua estrutura, aparentemente tão frágil. Estava em minhas mãos. Logo que peguei-a, tive certeza de que era mais que um simples pedaço velho de pedra. Como descrito no pergaminho, encaixei-a na lacuna do peitoral da minha armadura. Senti frio. Nenhuma mudança brusca ocorreu. Não tive sensações boas, nem ruins. Apenas frio. Olhei para o salão. De cima do altar, pude ver algumas aberturas no chão. Olhei em volta. A única saída da sala era a entrada, ou o buraco pré-mencionado que havia no teto. Teto alto. Impossível escalar. Desanimado por ter que passar todo meu caminho anterior novamente, comecei a percorrer a câmara em busca de uma saída alternativa. Apoiei meu peso sobre uma placa que havia entre o piso úmido. Ela moveu-se para baixo, como um botão. As aberturas que havia visto começaram a emitir um brilho vermelho. Lava incandescente começou a inundar a sala. Era a prova real. Corri para a porta de entrada da câmara e fechei-a. A lava aproximava-se de meu pé. Fechei meus olhos. Senti-me louco. O que fazia ali? E se fosse tudo uma fraude? Uma brincadeira de mal gosto? Mal tive tempo para pensar, e algo estranho subia minha canela. Era a própria lava, que subia rapidamente. Não senti dor. Meu medo sumiu, me acalmei instantaneamente. Podia nadar sobre aquilo como se fosse água.
Esperei o nível da lava subir até o teto. Alguns minutos depois, meu braço alcançava a clarabóia. Me puxei para cima, e encontrei-me em uma espécie de santuário, no meio de uma floresta. Olhei para baixo. O nível da lava voltou a descer. Verifiquei meus arredores. O santuário era pequeno, com várias janelas de vidro, uma porta, e uma mesa. Sobre a mesa, encontrava-se uma chave, aparentemente da porta do santuário, e mais um pergaminho."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Caverna.

Algumas páginas após a última da qual falei estavam apagadas e manchadas.

"
V
Me sinto obcecado depois de descobrir o que as escrituras significavam. O achado da armadura é o menos importante, se comparado ao pergaminho. Ruínas. Ruínas de uma civilização esquecida. Dentro das quais, teoricamente existem runas mágicas. O pergaminho aponta uma delas. Com sorte, ela me mostrará onde está a próxima. De qualquer modo, o pergaminho descreveu com detalhes o suposto poder que a runa possui. Resistência ao calor. Imagine, andar sobre lava incandescente sem problema algum. Ela se encaixará na lacuna que há na minha armadura, ativando seu efeito. Sei que pode tudo ser uma farsa, mas não custa ao menos procurar a primeira ruína, que fica a 5 dias daqui. Partirei esta manhã.

VI
Havia uma caverna na beirada da estrada; Parei para explorá-la. A busca provou ser lucrativa. Encontrei várias peças de ouro, alguns pedaços enferrujados de armaduras, e algumas adagas velhas sobre uma pilha de ossos aparentemente vestida com um manto negro. Ah, claro, alguns teiús gigantes também me atacaram. Quando matei-os, arranquei alguns pedaços da pele, que aparentemente é um material muito usado na alquimia, para venenos de paralisia.
Vendi tudo que encontrei, e consegui o bastante para pagar a noite nas estalagens ao longo do caminho, e para a volta.

VII
Cheguei no lugar apontado pelo pergaminho. Mas é tarde, e estou fatigado. Entrarei nas ruínas ao nascer do sol."

Manuscrito.

Fuçava nas minhas coisas velhas. Estranho encontrar isso entre elas. Mais estranho ainda pensar que isso tudo pode ser verdade. Não suponho que seja, mas mesmo assim. Apesar de um pouco apagado, com páginas faltando, algumas partes do manuscrito ainda estão legíveis.
"I
Sono. É tudo que sinto agora. Fico feliz com meu achado, mas meus olhos não conseguem permanecer abertos. Sobrenatural a áurea que circunda este metal. Penso comigo do que pode ser feita. Pesada. Porém, resistente. Não sei se entendi a finalidade da lacuna de forma estranha em seu peitoral. Níquel, disse o ferreiro pro qual a mostrei. Níquel? Sabe-se lá. Ele me disse que é raro encontrar armaduras assim. Verdade ou não, me considero abençoado por tê-la encontrado. A caverna era escura, e a última câmara tesoureira era distante de sua entrada. Muitos, muitos lobos dentro dela. Fui mordido por um deles. Fiquei assustado, mas consegui matá-lo. Enfim, havia algumas escrituras no pergaminho que encontrava-se junto da armadura no baú. Procurarei um bom tradutor amanhã."

Frutos do tédio...

...Aqui postarei.
O mais novo deles é uma série de crônicas que eu andei escrevendo. Mentira, comecei hoje, mas tô gostando. Se vou terminar ou não são outros quinhentos, mas enfim o.o
Esperem o próximo post.